O sentimento de fracasso perante o divórcio

É bem comum encarar o processo de separação conjugal como um fracasso pessoal. Frases como: “não consegui salvar meu casamento” ou “me sinto derrotado com a família sendo desfeita” ou ainda “o que eu poderia ter feito de diferente pra isso não acontecer?”. O sentimento de fracasso pode vir recheado por culpas, arrependimentos, tristeza, paralisias, medo do futuro, falta de motivação e/ou impotência. Se este sentimento se mantém por um período prolongado, poderá ficar crônico e desencadear transtornos psicológicos como: ansiedade, crise de pânico, insônia, comportamentos compulsivos… ou mesmo desencadear problemas psicossomáticos como: gastrite, síndrome do intestino irritável, alergias, queda de cabelo, dores articulares dentre outras. 

E por que as pessoas se sentem fracassadas ao término de uma relação? A resposta sempre será única e individual, entretanto, podemos pensar em algumas hipóteses:

  1. Alguém que encara o casamento como uma instituição sagrada, por questões religiosas ou espirituais, interpreta o rompimento como algo errado, pecaminoso e vergonhoso. Um exemplo é que até pouco tempo, a igreja católica excomungou o fiel que se divorciou (ficando este proibido de frequentar qualquer missa) e, caso ele se casasse novamente no civil, era mais um pecado cometido. A máxima “não separe o homem que Deus uniu” é válida e praticada até hoje.
  2. Uma pessoa que de fato dedicou tempo, energia, cuidados, amor e se preocupou com o bem-estar econômico, social e emocional da família – de forma genuína – se sente caindo em um precipício, como se nada mais fizesse sentido. Nesse caso, o sentimento de fracasso surge de forma avassaladora, a pessoa pensa que seus esforços e sentimentos não valeram de nada… Uma associação que pode ajudar a entender é a seguinte: pensa em um funcionário super dedicado, que está sempre disposto a ajudar os colegas, que adianta o trabalho, que fica até mais tarde na empresa, que tem alta produtividade, mas é demitido e sem nenhuma justificativa. A sensação de não reconhecimento, não valorização – se funde ao sentimento de fracasso.    
  3. Uma pessoa que não quer se divorciar por ainda gostar do companheiro(a), também se sente fracassada, pois pode não se sentir digna de ser amada, sentir que seu amor pelo outro não foi suficiente para gerar reciprocidade ou ainda achar que outras pessoas são “melhores” que ela. Nesse caso, o sentimento de fracasso pode se misturar ao sentimento de inferioridade, inutilidade, baixa autoestima e insegurança. Elas podem se sentir incapazes! Incapazes de conquistar, de manter a paixão, o amor… E essa sensação de incapacidade se fundir com uma grande culpa.  
  4. Outra hipótese para o sentimento de fracasso é quando a pessoa sente que falhou na escolha do seu par. É como se ela tivesse obrigação de saber antecipadamente como seria o casamento e se não conseguisse enxergar os possíveis “furos”, conflitos ou incompatibilidades, ela fica frustrada de não ter lido corretamente os sinais e se questiona “Como fui me envolver com uma pessoa assim?”. Esse tipo de frustração se mistura com decepção, culpa e vontade de voltar no passado e ter a oportunidade de não ter escolhido esse(a) parceiro(a).  
  5. Por fim, a separação pode ocorrer no meio de alguma meta importante para o casal – ex. planos de engravidar, de mudar de cidade, de fazer uma viagem. Para ser algo significativo e que gere sentimento de frustração pela não concretização do objetivo, este geralmente foi pensado com antecedência e carinho ou por ambos, ou pelo menos por um dos parceiros. A não realização de um sonho – que poderia estar prestes a acontecer – mas a separação o tornou inviável, pode trazer sentimentos de frustração às vezes tão fortes quanto o próprio divórcio.  

Como falado, estas são apenas algumas possibilidades que desencadeiam a sensação frustrante do rompimento do casamento. Considerando que ninguém se casa pensando na própria separação, é possível pensar que ninguém “tira de letra” neste momento. Mas então, o que fazer quando isto acontece? É possível fazer algo para apaziguar o sofrimento e os sentimentos negativos que podem surgir ao longo do processo? 

Na realidade, cada pessoa vai encontrando aos poucos a sua própria forma de elaborar o luto e seguir em frente. Existem sim, sugestões  que dão certo com muitas pessoas, como: buscar ajuda na sua rede pessoal de apoio – família e amigos podem fazer toda a diferença para atravessar este momento; buscar ajuda psicoterapêutica; estar em um ambiente novo, fazer algum curso, começar algum hobbie, conhecer pessoas diferentes podem ajudar a tirar o foco do sofrimento; buscar ajuda de um bom advogado – para ter segurança perante decisões judiciais se for o caso; fazer alguma viagem para sair da rotina e ter a possibilidade de descansar a mente… Enfim, existem diferentes formas e cada pessoa tem que ver o que faz mais sentido em cada momento. Mas é preciso ter clareza de que sentir frustração ou qualquer outro sentimento que consideramos negativo, é apenas uma fase de um fechamento de um ciclo e, que se tudo correr bem, irá passar e dará espaço para outros tantos sentimentos bons de renovação e abertura para novos caminhos.

Rosa Abaliac Psicóloga Clínica – CRP : 06.115830

Instagram: @rosaabaliacpsi

Os motivos da separação

A convivência a dois é sempre um desafio, pois as pessoas pensam e agem de formas e com motivos diferentes. A separação de um casal gera sofrimento para os envolvidos e pode ocorrer por diversos motivos. Esses motivos podem ser:


1 – Desconexão emocional
2 – Afastamento físico
3 – Surgimento de uma terceira pessoa
4 – Problemas com familiares (pais, sogros, cunhados ou outros)
5 – Problemas financeiros
6 – Educação dos filhos
7 – Relações abusivas (física, psicológica, sexual ou material)
8 – Sem motivos específicos


Das motivações citadas acima, embora todas sejam potencialmente dolorosas, quero destacar a última: quando não há um motivo específico! Nesses casos geralmente passa-se um tempo muito grande entre a tomada de decisão e a comunicação da decisão ao par e a outras pessoas, pois a dúvida é intensa e o medo da crítica também, assim como a dificuldade de aceitação do outro.

As pessoas amigas ou familiares próximos sempre perguntam qual o motivo que levou o casal a se separar, e muitas vezes julgam os motivos como suficientes ou não, com base nas suas vivências. Quando não há um ato violento, uma terceira pessoa ou a interferência de familiares, ou até mesmo problemas com dinheiro, o divorciando tende a sentir-se inseguro e
criticado pelas pessoas.

Se você está passando por um processo de divórcio e separação precisa estar atento às suas necessidades e sentimentos, sem ter que atender aos motivos dos outros para ficar ou sair de uma relação.

Se você é amigo ou familiar de uma pessoa em processo de divórcio, é importante oferecer apoio sem julgamentos, resistindo à tentação em medir a dor e a resistência do outro a partir das suas experiências. Apoio é tudo que uma pessoa que está nessa difícil transição relacional precisa!

Tayora Dantas (@taydantaspsi)
Psicóloga Conjugal e Familiar
Gestão de separação e divórcio
Atendimento Online

História de um casamento

Um filme que não é fácil de assistir; não é um filme simples. Conta sobre a História de um relacionamento – na verdade, aborda muito mais o final e a separação de um casal. Para alguns o nome do filme deveria ser “A autópsia de um casamento”.

Mas é isso, um casal que viveu clara e indiscutivelmente um amor intenso e sincero, mas que não teve uma vida mais duradoura. Surgindo e expondo, então grandes desafios inerentes a um divórcio. Destaco a questão judicial, como proceder e como conciliar interesses. 

É interessante notar que ao longo da trama os protagonistas deixam de se comunicar, deixando para seus advogados o ofício de representar seus interesses e conciliá-los. Diante disso fica evidente que, até mesmo para um divórcio, é necessário dedicação – investindo em diálogo. E deixar isso para terceiros pode prejudicar imensamente o processo. 

O clímax do filme se dá no momento que os protagonistas desistem de se esconder por detrás de seus representantes legais e sentam-se para conversar. Uma cena intimista e repleta de catarse. E nesse momento já estamos envoltos pela obra, vivenciando cada angústia e sentimento. 

Discorrer sobre o enquadramento, roteiro, falas, trejeitos dos personagens, sobre as escolhas do diretor Noah Baumbach seriam questões pouco atrativas, especialmente para aqueles que não viram o filme. Fica então o convite, assistam e vivenciem de forma crua e visceral essa fase de uma relação: o seu final. 

O que gostaria de destacar e aqueles que assistiram a obra poderão compreender melhor ainda é: a beleza em se relacionar com alguém está no investimento. Investimento até mesmo para que o fim dessa história seja autoral e não passivo. Investimento que permeia a relação: desde a tentativa inicial de se aproximar, construir algo, lidar com situações; até, como o filme aborda, a conclusão da relação. 

O mérito está em tentar, em lutar por uma relação e seguir a vida, caso ela não se suceda da forma esperada. 

Por Gustavo Villa Real, médico (CRM 209727/SP), psicanalista e colaborador do Idivorciei. 

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Ouça os adolescentes

Caso você seja mãe ou pai de adolescente, escute-os. Aliás, é bom ouvir as crianças também, principalmente as opiniões referentes à separação ou a sua vida após o divórcio.

Eu, aos 12 anos implorava para a minha mãe se separar do meu pai e esse sofrimento se estendeu até os 16. Acabei amadurecendo antes do tempo e trouxe pra mim a responsabilidade de proteger meus irmãos mais novos.

Contudo, algo muito legal aconteceu depois… Além da separação deles, é claro. Nada contra o meu pai hoje, mas na época eu o queria bem longe. Também não pense que esse texto é para culpabilizar os homens e pais pela separação… nada disso, ok? Contei apenas um momento ocorrido comigo.

Voltando à coisa boa… Aos 16 anos aconselhei minha mãe a fazer algo que gostava muito quando era solteira e ela se inscreveu numa academia de dança. Para incentivá-la, eu ia com ela todas as sextas para os bailes da academia, até que um dia eu pesquei um coroa paquerando minha mãe e chamei ele para um papo reto. Perguntei mesmo: qual é a sua intenção com ela? E ele respondeu que estava apaixonado. 

Pronto! Estão juntos há 20 anos como dois bons namorados. Na época, aconselhei que ela não morasse junto com ele e ainda bem que ela me ouviu, porque eles vivem numa eterna lua de mel. 

Filhos, principalmente quando são adolescentes, querem o seu bem e a sua felicidade. Não ignore, jamais, o que eles têm a dizer… Eu salvei a vida da minha mãe… 

Super beijos, 

Marianna Kiss

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Queixas e problemas frequentes

O acúmulo de determinadas queixas e situações acabam desgastando uma relação. Algumas dessas queixas se repetem, sendo quase que problemas universais dentre os casais que acabam por se separar. 

Uma queixa recorrente e relevante é a falta de investimento – como se a inércia tomasse conta da interação, sem maior tentativa em melhorar a intimidade, a comunicação, os momentos de lazer, dentre outras instâncias. E é fato que sem investimento a relação cai na banalidade, na rotina. 

Investir demanda tempo e cuidado. É processo de deixar outros problemas de lado e dedicar o melhor ao seu parceiro(a). De modo que é necessário comprometimento para tal investimento. 

Outra situação crítica é o descobrimento de uma traição. E esse é um dos mais frequentes motivos que levam ao rompimento. Porém a enorme tendência que existe de uma traição em promover um término não é proporcional a facilidade que esse processo pode ter. 

O que quero dizer: pode soar óbvio para muitos de nós que tal casal se separou depois de um deles descobrir a infidelidade do outro. Mas o processo envolvido é extremamente denso – pois trata-se da mesma forma de um divórcio, com todas suas complexidades. A diferença é que muitas vezes o processo ocorre de forma mais veloz. 

Quando a infidelidade é constatada, quem sofre com tal informação tem, muito rapidamente, que decidir o que fará. As fases do divórcio se sucedem (desde contemplação, até a execução), sem muita reflexão. E seria difícil de cobrar algo mais parcimonioso. 

Além disso, diante da experiência clínica de alguns de meus mestres aprendi que a infidelidade carnal (para falar o português claro, sexual) dói e desestabiliza uma relação, colocando esta em cheque. Mas muito mais taxativa costuma ser a infidelidade afetiva e, ainda pior, a financeira. 

A razão para essa curiosa constatação é imprecisa e mera especulação – talvez o cônjuge traído entenda a conjunção carnal como algo relacionado a um impulso, algo instintivo. Enquanto envolvimento afetivo ou traição financeira como situações mais elaboradas e racionais. Dessa forma a punição e o estrago costumam ser maiores. 

Enfim, refletir sobre agentes que promovem desgaste e culminam com divórcios é um estudo teórico; para que possamos ajudar aqueles que sofrem ou outrora sofreram com tais situações. 

Por Gustavo Villa Real, médico (CRM 209727/SP), psicanalista e colaborador do Idivorciei. 

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Guarda e pensão alimentícia

Quando o casal decide separar-se, muitas questões precisam ser repensadas e definidas e muitas impactos são causados, e quando possuem filhos, os cuidados precisam ser redobrados.

No Brasil, existem 3 tipos de guarda: a unilateral, compartilhada e alternada. Em resumo, a unilateral ocorre quando a guarda é atribuída a apenas um dos pais, enquanto ao outro, existe o direito de contato, visitação (normalmente aos finais de semana, a cada 15 dias) e a obrigação do pagamento da pensão. A guarda compartilhada difere apenas com relação aos direitos e contato com o menor, sendo mais ampla, permitindo mais visitas e contatos mais frequentes, o que permite que ambos os pais cuidem de forma igualitária da formação do menor. Parte-se do princípio de um bom relacionamento entre os pais, e portanto, um contato mais harmonioso e parceiro, é possível e mais saudável para a criança. Hoje, essa modalidade é a “regra geral”. A guarda alternada ainda é pouco praticada no Brasil, até mesmo pois gera maior impacto na criança, ao passo que tudo é igualmente dividido entre os pais, inclusive o lar do menor. Ele pode ficar 15 dias com um e 15 dias com outro…

Ocorrendo o término do casamento, normalmente, as partes discutem sobre o pagamento de pensão alimentícia, que conforme o artigo 1.694 do Código Civil “Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. ”Em resumo, a pensão é paga pelo ex-cônjuge que tem a melhor condição para realizar seu pagamento, em favor do alimentado. É claro que esse assunto não é tão simples assim, e será mais profundamente abordado em outra oportunidade.

Para resumir, sendo guarda unilateral ou compartilhada, a obrigação de pagar os alimentos (pensão), existirá. No caso da guarda compartilhada, ante sua flexibilização, pode ser que a criança fique um período de férias com aquele ex-cônjuge, com quem não mora, e mesmo nesses casos, a obrigação de pagamento existira. É claro, que as partes podem negociar as condições da guarda e pensão, inclusive, prever que em tais períodos o pagamento pode ser suspenso, contudo, o ideal é que essa negociação seja prévia, conste no termo e seja homologado pelo Juiz, evitando assim, qualquer discussão. Estipulada a guarda e pensão, sua modificação deve ocorrer por via judicial, já que também assim foi estipulada.

Por Dr. Genilson Roque – OAB – SP: 275474

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IDIVORCIEI NO IG – “Nos ensinam a casar, mas não a separar”, diz fundadora de site para divorciados

Ao observar o despreparo do mercado para atender divorciados, empreendedora cria plataforma online que conecta pessoas separadas a serviços e profissionais de apoio; saiba mais.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios no Brasil aumentou em 160% na última década. Só entre os meses de maio e julho deste ano, em que acontecia o isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, 54% casais se divorciaram , de acordo com o Colégio Notarial do Brasil.

Apesar de os números mostrarem que o divórcio está cada vez mais comum e recorrente, ainda não é um processo tão simples assim e o entorno da separação demanda cuidados. E segundo a empresária Calila Matos, nem o mundo e nem o mercado ainda conseguiu voltar seus olhares para pessoas que estão passando por uma separação .

“A sociedade ensina a gente a namorar, a casar, mas não ensina a gente a lidar com as dores do término”, afirma. Percebendo essa falta de apoio no mercado, Calila decidiu fundar o site idivorciei , uma plataforma que reúne diversos serviços e profissionais especialistas para essa fase da vida.

A ideia, ela explica, nasceu a partir de sua própria experiência. No ano de 2019, ela estava em busca de um novo projeto e passava por problemas profissionais e pessoais, entre eles, um divórcio. Na época, a empreendedora teve uma reunião com a equipe do site para o momento oposto da vida: o iCasei, que auxilia casais que estão planejando o casamento . “Eu tinha lido sobre a quantidade de divórcios que estavam acontecendo e mencionei na reunião que deveriam fazer um site sobre isso. Saí de lá com essa ideia”, conta.

O projeto do site foi criado por Calila em uma noite, em 19 de novembro de 2019, exatamente um ano antes de sua entrevista ao iG Delas para escrever essa matéria. A rapidez, conta ela, é resultado da Síndrome do Pensamento Acelerado. Mas a página só foi ao ar mesmo em setembro desse ano, já que a fundadora passou todo esse tempo deixando o conteúdo mais robusto.

Calila somou o projeto à sua experiência no terceiro setor e no empreendedorismo social. Sua dificuldade logo se tornou seu ponto forte e o que deixou claro para ela que seu próximo desafio era ajudar pessoas em situações como a dela, que haviam acabado de se separar.

Como funciona o site que ajuda pessoas que passam por divórcios

Segundo Calila, o Idivorciei funciona como uma curadoria de serviços, informações e profissionais que podem ajudar pessoas separadas, como advogados que fazem assessoria jurídica e financeira, psicólogos, profissionais da área de bem-estar e beleza, corretoras de imóveis, palestrantes, sites de viagens e portais de relacionamento. O site também firma parceria com marcas para oferecer descontos em seus produtos para pessoas que estão reorganizando suas vidas devido ao divórcio.

“A gente busca marcas e serviços que se interessem em engajar na nossa marca e customizar seus serviços para isso”, afirma. Como exemplo dessa adaptação, ela cita uma agência de viagens que criou uma gama de pacotes para mães e pais solo , em que é possível viajar com as crianças e distribuir os momentos de lazer entre atividades exclusivas para crianças e para os adultos.

“São pacotes em que posso viajar com meu filho e existem programações para nós dois. Além disso, é uma chance para que a mãe ou o pai possa disfrutar do passeio com o filho ou ter um espaço para deixá-lo enquanto cuida de si mesma”, conta a professora universitária Lilian Wallerstein, 40, que também passou por uma separação e, agora, planeja contratar um desses pacotes quando for possível viajar.

Ajuda online após o divórcio que virou amizade

Lilian encontrou o projeto de Calila antes mesmo dele ir ao ar, ainda em 2019. “Eu estava passando por um processo depressivo por conta do divórcio, tinha crises de ansiedade. Foi quando um conhecido meu me enviou uma postagem da Calila e ela me deu o empurrão que precisava”, diz. 

O que se tornou uma relação online logo virou uma amizade e, além disso, uma oportunidade para Lilian testar esses serviços antes de todo mundo. Calila passou tempo compartilhando suas vivências com ela para encorajá-la a buscar ajuda.

“Ela me encaminhou vídeos do Idivorciei que estão no YouTube, me encaminhou para uma profissional de beleza para levantar minha autoestima, deu dicas de autocuidado e me orientou a conversar com psicólogos que toparam participar da plataforma”, detalha.

Calila chegou a convidar Lilian para contar sua experiência com o idivorciei para o site. A professora afirma que colocar sua experiência no papel foi um processo que a marcou muito. “Pude reviver o que estava sentindo e tive mais clareza para um monte de coisa”, relata.

Os serviços a ajudaram tanto que, agora, ela o recomenda para amigas que passam pelo mesmo que ela e opina que essa rede de apoio é de extrema importância. “Só quem passa sabe como é. Às vezes falta apoio dos amigos, da família. Os amigos casados se afastam, os casados com  filhos se afastam mais ainda, e aí você vai parar em um limbo no grupo dos divorciados, porque você não é mais nem solteiro e nem casado, fica meio perdido”.

Calila afirma que os divórcios se tornaram não só uma fase da vida, mas uma etapa importante para o crescimento de alguém e que a falta de apoio pode ocasionar em situações mais graves, como até mesmo tentativas de suicídio. “É preciso ter alguém que lembre que está doendo, mas que vai passar. Para isso, todo acolhimento importa”, diz a fundadora do Idivorciei.

Fonte: IG Delas – https://delas.ig.com.br

25 de Novembro 2020

Você sente seu coração batendo acelerado mesmo em repouso, ou aperto no peito?

Coração “bombando” no peito? Você sente seu coração batendo acelerado mesmo em repouso, ou aperto no peito? As vezes até o coração batendo mais forte que o normal??


Isso é o efeito da adrenalina. E é normal. Não no sentido de comum, mas no sentido de que esse é o efeito desse hormônio.  O que não é normal é que isso ocorra sem motivo aparente. Sem esforços físicos, sem estar em uma situação real de perigo.


Isso é muito comum quando passamos por uma situação desconfortável como uma traição, lembranças ruins ou no período difícil de uma separação.


Por pior que sejam esse sintomas, saiba que não são graves. A sensação é péssima, por vezes de morte, mas a doença não é real. É sua mente te pregando uma peça, te fazendo sentir doenças que não existem.  Seu corpo tenta fugir daquela situação ruim, das lembranças, dos sentimentos conflitantes, mas não consegue porque o problema está dentro de você. 


Não há como “fugir”, apenas enfrentar. Para se sentir melhor, mais seguro, faça um check-up cardiológico. Prove para sua mente que o corpo está bem. Sabendo que o coração não vai parar ou “explodir” a qualquer momento, sua mente se acalma e a sensação se alivia. Não se assuste nem tente fugir. Enfrente seus medos, dores e frustrações. Faça exercícios e terapia. Seu coração agradece.

Por: Leandro Franco

Cardiologista CRM 129128

Acompanhe Dr. Leandro Franco: Dr. Leandro Franco (@drleandrofranco) • Fotos e vídeos do Instagram

O que existe por trás de uma separação?

Um conflito sempre aponta nosso desequilíbrio. No dia a dia, enfrentamos conflitos externos com parceiro(a), filho(a), chefe e colegas de trabalho, que refletem nossos próprios conflitos internos. E onde há conflito, há desordem. Vemos muitos sinais de que algo não está bem, mas passamos por cima de tudo, sem perceber que basta olhar para isso para mudar todo o resto da nossa história. Ninguém é vítima. Se existe um problema, existe uma solução.

 “Onde o amor se perdeu?” e “para onde esse conflito olha?”. Muitas vezes cedemos a um impulso de defender alguém ou de querer se vingar de algum acontecimento passado. Na relação de casal, um busca no outro algo que não consegue resolver no próprio sistema familiar e vice-versa. Muitos conflitos surgem do fato de que um “filhinho da mamãe” ainda não saiu da esfera da mãe e migrou para o pai para se tornar homem, ou então, uma “filhinha do papai” não saiu da esfera do pai e migrou para a mãe para se tornar mulher. O equilíbrio do homem com seu masculino e da mulher com seu feminino muda tudo no relacionamento a dois.

Uma relação de casal só tem futuro quando acontece entre iguais, entre dois adultos que aceitam seu pai e sua mãe como são e como foram, sem julgamentos ou críticas para que possa crescer com amor e respeito.

Um casal pode, sim, ter uma boa separação, em que ambos reconhecem o amor que existiu entre eles, muitas vezes gerando um filho. A relação acaba, mas permanece o vínculo e, como pai e mãe sempre estarão conectados um ao outro. Apesar do divórcio, é possível encontrar a paz e manter uma reconciliação que faça bem ao pai, mãe e filho(s).

O conflito nos convida a tomar uma postura de adulto, de assumir o que é, como é, livre de julgamentos. Através da Constelação é possível olhar de uma forma nova para a relação como base da família e transmissão da vida, de onde tiramos nossa própria energia.

Instagram: https://www.instagram.com/lelia_pace/

*Lélia Pace é Consteladora Sistêmica Familiar, Master em PNL, especialista em relacionamentos saudáveis e resolução de conflitos.

Alma Gêmea

Se você ainda está na “chororência” pelo (a) ex achando que era sua alma gêmea, está muito enganada (o). 

Sua alma gêmea é a sua melhor amiga de infância, é a sua prima querida, aquela tia ou madrinha amada ou até mesmo a sua mãe ou filha que sempre lhe puxou as orelhas para a realidade da vida. Sim! Aqueles que mais te criticam são os que mais te amam e querem seu crescimento.

Eu tenho duas almas gêmeas, a minha mãe que tem uma intuição sinistra e acerta tudo, embora a gente tenha batido cabeça a vida toda e a minha filha que só tem dois aninhos, mas já é uma fiel companheira e é por ela que me apaixono todos os dias de formas diferentes. E sabe por quê? Porque nenhuma dessas pessoas que eu citei vão sair da sua vida por mais que você se afaste, por mais que você as magoe, por mais que você troque de namorado ou marido todo ano.

E, por mais que você tenha feito tudo isso, eu garanto que se pedir perdão elas voltam a conviver e te acolher. Vai por mim, eu já passei por isso. 

Super beijos, 

Marianna Kiss

Instagram: Marianna Kiss do Sexsência (@mariannakissoficial) • Fotos e vídeos do Instagram


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