Você contagia as pessoas ao seu redor com amor?

Você é contagioso… Esqueça a pandemia, vírus doenças… Você contagia as pessoas ao seu redor com amor? Carinho? Cuidado? Alegria? Caridade? Nós temos o poder de transmitir o que sentimos e transformar quem está ao nosso redor, sejam esses sentimentos bons ou ruins. 


Se você estiver doente, com um vírus contagioso, você gostaria de NÃO transmiti-lo aos seus filhos ou familiares? Acho que sim. Então porque deveria transmitir seus problemas e dores a quem você ama e quer bem??


Não importa o que você sente, guarde para você os sentimentos ruins e transmita apenas os bons. Peça ajuda a quem te ama e pode te ajudar. Quem não pode te ajudar não precisa conhecer suas dores e dificuldades.


Mostre ao mundo que você é forte, faça o mundo à sua volta melhor, mais íntegro, mais feliz. Seja mais forte, se sinta mais forte, se faça mais forte.
Seja contagioso!! Transmita tudo de bom que o seu coração permitir. O mundo agradece.

Por: Leandro Franco

Cardiologista CRM 129128

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Você não é o alecrim dourado nem o vilão do próprio filme – não se culpe!

E então o divórcio. Pois é. Olhando para trás, passa um filme com direito a trailer dos melhores e piores momentos, né? Como é natural, o casamento tem muita alegria no dia a dia a dois, mas também oferece provações e dilemas, alguns realmente muito difíceis, às vezes intransponíveis, tanto que o trem da felicidade chegou ao fim da linha. 


“Quem está de fora vê melhor o jogo”, dizemos e ouvimos. E no casamento não é diferente. Mas é durante a vivência do “na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe”, é que se experiencia o quanto é difícil atravessar a vida a dois. A dois, a três, quatro – eu me referia a filhos, mas se você pensou em relacionamento extraconjugal, vale também. Entendi seu raciocínio e volto a ele em outro texto.


Penso que primeiro precisamos deixar claro que você não é o alecrim dourado nem o vilão do próprio filme – não se culpe! Não sinta culpa pelo divórcio, compartilhe responsabilidades. As crises nascem uma hora ou outra no casamento. Sim, no de todas as pessoas. E as crises não brotam, viu? Elas são geradas, por isso nascem! Por quê? Por que as pessoas mudam, as circunstâncias ao nosso redor também estão sempre em transformação, enfim, nada é estático.


Não te avisaram, mas (casando ou não) ao ser humano é necessário exercitar a capacidade de adaptação. Não adianta esperar que tudo continue do jeito que sempre foi. Até por que não será e você percebeu, né? Então, a rigor, você casou com uma pessoa e se divorciou de outra. Sim, por que você não estava mais se relacionando com quem casou nem seu cônjuge com a pessoa que trocou alianças.


Percebeu agora que é preciso rever o filme da história de vocês, com calma e muita pipoca, para compreender as cenas que bugaram sua mente durante a jornada a dois? Viu só como é complexo casar, vivenciar o casamento e divorciar? Nada é simples nem fácil; nem só dolorido, nem só colorido. Somos humanos, não exatos. De novo: não se culpe, compartilhe responsabilidades. É emocionalmente mais saudável. E você precisa de saúde emocional para seguir adiante.

Por: Camila Custódio –  Psicanalista & Terapeuta

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A separação como um luto!

A separação ocorre como um processo de luto. E como tal, atravessa cinco fases: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Essas fases nem sempre são sequenciais e progressivas, de modo que quando você acha que já está na fase da aceitação, pode ressurgir um sentimento de raiva ou de depressão, e isso não é um sinal de fraqueza, mas sim que essa ferida ainda precisa de mais tempo para cicatrizar.

Vamos conhecer um pouco mais dessas fases:

1 – Negação – é muito comum que o primeiro impacto da notícia da separação gere um sentimento de negação, a pessoa “finge” que nada está acontecendo como uma forma de defesa contra a ameaça da dor;

2 – Raiva – nesta fase a pessoa começa a se dar conta do que está acontecendo e isso pode gerar o sentimento de raiva, de si ou do outro, de revolta contra o rumo que a relação tomou, do que ouviu ou falou, ou até deixou de ouvir ou falar; 

3 – Negociação – nesta fase a pessoa pode entrar em negociação com o par no intuito de retomar a relação, quando tende a só ver as coisas boas do relacionamento, ou então pode entrar em negociação consigo mesma e buscar os motivos para justificar a separação;

4 – Depressão – aqui o sofrimento pode se instalar, a pessoa se dá conta de que de fato a relação chegou ao fim, isso pode trazer um sentimento de tristeza e desânimo. Buscar pessoas que possam apoiar ou um profissional para elaborar essas questões é fundamental;

5 – Aceitação – Essa é a última fase do luto, o divórcio passa a fazer parte da vida, o que não significa que os outros sofrimentos não estejam mais presentes, mas passam a ser compreendidos como parte do processo. Quando ocorre a aceitação, a pessoa passa a se abrir às novas possibilidades e pode se permitir redescobrir a si e ao que lhe rodeia.

De qualquer modo, a separação é um processo que gera um turbilhão de sentimentos, sendo fundamental que as pessoas busquem o apoio que pode ser de amigos, familiares ou de um profissional qualificado. Muito mais do que um fim, uma separação pode marcar o começo de uma nova e mais feliz vida!

Com carinho,

Tayora Dantas

Psicóloga CRP 19/1073

Gestão de separação e divórcio

Atendimento Online.

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Onde é que me perdi ou onde é que me escondi?

Em nossa sociedade patriarcal, esse é um questionamento muito frequente entre mulheres que, durante um relacionamento, acabam tendo sua individualidade perdida (ou melhor, escondida). 

Tentarei discorrer sobre esse processo. Que começa, por essência, na construção de uma sociedade patriarcal. Mas qual o significado disso ou suas implicações? A sociedade onde vivemos, crescemos, nos constituímos, aprendemos a amar e nos relacionar nos mostra caminhos. Caminhos esses já consagrados e muito mais acessíveis do que os ditos “inovadores”. 

No início existe um interesse mútuo e vontade de conquista – o que há de mais belo é exposto. Um ar de sedução, interesse e resiliência. Essa intenção de “embelezar” a realidade não é maldosa ou mentirosa por essência; apenas é limitada. Trata-se de um convite para que algo cresça. 

Se não houvesse interesse (e poderemos discutir em outros textos quais interesses levam alguém a se aproximar de outro), nada aconteceria. E esse interesse se transforma em uma forma de dedicação – direcionamento de tempo e atividades a esse outro alguém. Aquilo que começa com um encontro passa a ser mais frequente e relevante. Até que as coisas se unifiquem – lazer, atividades sociais, rotina, até casa e outros. 

Lembrando que o processo de “se perder” (chamarei assim) pode ocorrer tanto em casamentos duradouros, quanto em relações muito mais fugazes. Não existe regra quanto a isso. A regra é uma: ambos com o tempo irão se frustrar. E aí que talvez o processo comece efetivamente. 

Diante de frustrações, soluções precisam surgir. Alguma forma de diálogo (ainda que mínima e insuficiente) deve existir. E um “pacto”, alguma forma de contrato precisa ser firmado – com o intuito de evitar novamente o mesmo problema. E dependendo da forma como esse contrato é feito, suas condições e motivações; é possível que alguma liberdade seja perdida. 

Abdicar de liberdades faz com que um perigoso precedente se abra, o que pode se suceder outras vezes. Além disso, isso distancia a pessoa daquilo que outrora trouxeram prazer. Pode ser alguma atividade que se deixa de fazer, amigas(os) que se deixa de encontrar, temas que se deixa de abordar. Isso pode evitar discussões; mas aliena. 

E esse tipo de concessão pode acontecer de forma bilateral (acometendo ambos); mas diante do modelo de sociedade em que vivemos, é indiscutível que mulheres possam ser mais frequentemente acometidas. E com o tempo, aquilo que tornava aquela pessoa autêntica, se perdeu. E pode permanecer assim por tempos.

É claro que o reencontro com sua singularidade pode ocorrer durante a relação. Contudo, por vezes, é tarde demais e uma mudança precisará acontecer. E essa mudança acaba trazendo espaço; o qual pode promover questionamentos angustiantes, mas pertinentes. 

Cito uma passagem do filme “Tudo sobre minha mãe”, em que a personagem Agrado diz algo assim: custa caro ser autêntico(a), mas com esse tema não podemos ser avarentos. E seremos mais autênticos, à medida que nos aproximamos daquilo que sonhamos ser. 

Busquemos nossos sonhos e tenhamos clareza se são nossos ou de outros.

Por Gustavo Villa Real, médico (CRM 209727/SP), psicanalista e colaborador do Idivorciei. 

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A exaustão feminina e a síndrome da Mulher Maravilha

As mulheres assumem uma variedade enorme de tarefas mas  parece que ainda não percebemos o alto preço (emocional e físico) que se paga por essa síndrome da Mulher Maravilha.


Fomos ensinadas que precisamos dar conta de tudo: ser uma ótima profissional, ser uma excelente mãe, ser uma “boa esposa”, cuidar da casa com eficiência e afeto, manter um corpo incrível e a saúde em dia, ter o cabelo e as unhas brilhando, um corpo padrão, ter  uma vida social…


Não há sanidade mental que sustenta tudo isso. Muitas vezes, não são as tarefas em si o que mais nos desgasta, mas sim, o fato de ter que fazer TUDO PERFEITO e ainda não receber qualquer tipo de reconhecimento por tanto esforço, já que, essas demandas passaram a ser nada mais que nossas obrigações e não há mérito algum em realizá-las. Nos tornamos equilibristas e a principal abusadora de nós mesmas para que tudo saia perfeito e reféns do nosso próprio julgamento de não sermos boas o suficientes. 


Além disso, assumimos o gerenciamento mental e emocional da casa e da família que nos colocam em uma espiral desgastante de controle que gera ansiedade, depressão e culpa, sacrificando nossa saúde física e emocional colocando em risco nossos relacionamentos. Afinal qual o preço que pagamos por tudo isso? 


Fica o alerta para  nós mulheres para abrirmos mão da Síndrome da Mulher Maravilha, ou seja, essa necessidade de dar conta de tudo o tempo todo. Precisamos ter mais compaixão por nós mesmas, fazer o que é possível e não o impossível, e deixar de lado o perfeccionismo.


Ficar satisfeita quando os seus resultados forem bons e não perfeitos, aceitar os erros e fracassos que fazem parte da vida e celebrar até mesmo as pequenas conquistas. O seu valor não está na sua produtividade. Você não nasceu para ser a Mulher Maravilha e sim para ser Humana.

Por: Camila Custódio –  Psicanalista & Terapeuta

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Convivência com os filhos após o divórcio – A importância da comunicação entre os pais

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), o direito à liberdade  compreende, dentre outras coisas, à convivência familiar e comunitária, sem discriminação.  Mas não é preciso uma lei para dizer o óbvio, a criança tem o direito nato de convivência com  a sua família, nuclear (pai, mãe e irmãos) e alargada (tios, primos, avós…).  

E não só o direito, mas principalmente o desejo. Em regra, os filhos desejam os seus  pais juntos e em quase todos os casos os filhos amam pai e mãe mesmo com seus defeitos e  dificuldades, irrestritamente. Quando há um rompimento da relação entre os pais, é possível  que os filhos se sintam perdidos e até culpados, sintam-se impelidos a escolher entre um ou  outro, especialmente àquele com quem mantém maior convivência ou àquele que demonstra  maior sofrimento. 

É possível que os filhos sintam a necessidade de “tomar partido” de um dos pais, mas  não é saudável. É preciso compreender que a dissolução da relação amorosa não dissolve os  vínculos de mãe e pai, nem muito menos os de avós, tios e primos. E precisamos compreender  ainda que a família é a nossa estrutura, ainda que não seja ideal e que a escolha do pai ou mãe  dele foi nossa (e não da criança). 

Quando há uma separação com filhos, além da nossa dor do luto dos sonhos e projetos  em comum, precisamos reconhecer a dor dos filhos e acolhê-la, ou mesmo pedir ajuda para  isso. Deixar de lado as dificuldades do ex-casal para reconhecer que o filho é indissolúvel pode  ser bastante incômodo e doloroso, mas é assim, e sendo assim, vamos tentar fazê-lo da  melhor forma. 

Uma comunicação básica assertiva entre os pais, sobre os filhos, é necessária para a  saúde mental de todos os envolvidos. A comunicação não violenta (CNV) nos aponta um  caminho minimamente seguro. Comunicar o fato (e não a sua interpretação dele), qual o  sentimento que isso gera em você (e não como o outro faz você se sentir) e qual a sua  necessidade (sem para isso superestimar a atitude do outro) é fundamental. Bem como,  escutar o outro de forma a captar o fato, o sentimento e a necessidade dele, limpando a  comunicação de mágoas e provocações é um desafio e uma necessidade. Para a sua saúde  mental, para a saúde mental do seu filho e para uma relação saudável entre vocês.  

Acredite que é possível continuar a ser família após o divórcio!

Tayora Dantas 

Psicóloga CRP 19/1073 

Gestão de Conflitos em Separação e Divórcio.

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O sofrimento transformado em empreendedorismo e solidariedade

*Calila Matos

Estou divorciada há quatro anos, foi muito duro o período da separação. Recordo que na época em que me divorciei tive assessoria jurídica e procurei por ajuda psicológica, pois o sofrimento era gigantesco. Muitas dúvidas, filho pequeno, como recomeçar? Hoje, me sinto privilegiada por ter conseguido apoio, enquanto muitos não têm.

O divórcio não é apenas um papel assinado. Vai muito além.

As pessoas que cercam um recém-divorciado não as apoiam por muito tempo, pois a sensação de luto é muito particular, varia para cada um; afinal, ninguém morreu. No entanto, é preciso considerar que uma vida passada morreu, uma rotina, um investimento, um mundo particular.

A performance no trabalho cai e o choro às escondidas é inevitável. Por dentro, no entanto, eu estava quebrantada. Quando nos damos conta, estamos calados, com sorrisos forçados para conseguir conviver com uma máscara social.

O recomeço aconteceu aos poucos. Mudança de casa, nova escola para a criança, novas roupas. E, assim, eu me redescobri em uma mistura de medo com surpresas. Nos detalhes, via que poderia me reerguer sem ele, sem meu velho eu. 

Muitas decisões foram tomadas, iniciando com um pedaço de papel, no qual escrevi o que eu tinha vontade de fazer, sem julgamentos, sendo sincera comigo mesma. E lá ia eu, colocar em prática tudo o que não conseguia fazer enquanto casada, e foram muitas coisas! Iniciar uma atividade física, retomar as aulas de inglês, me voluntariar em uma ONG, reencontrar amigos da faculdade, ficar com meus irmãos, dançar com meu filho na sala sem qualquer recriminação de olhares.

Voltei a me olhar no espelho e, aos poucos, minha autoestima foi sendo reconstruída, meses a fio jogando fora todo lixo emocional que carreguei por anos.

Descobri que poderia ter sido diferente, mas precisei passar por muita dor emocional e aprender a olhar o próximo. Quantos passam por isso sem qualquer apoio, com a sensação infinita de solidão e muitas culpas?

Foi aí que decidi criar o Idivorciei, plataforma que oferece um hub de serviços e orientações que ajudam a transformar a dor do término do casamento em uma experiência de superação. Quero ajudar as pessoas que passam por esse mesmo processo de dor e conflitos a dar a volta por cima.

Da dor ao amor, me sinto hoje preparada para amarrar pontas entre muitos profissionais que são fundamentais nessa fase de separação; fortalecendo os planos de abrigar e orientar pessoas divorciadas e seus filhos. 

Que nossa cadeia de infinitas dúvidas entre o que é certo e errado, do amor e do ódio, seja revista para que possamos viver melhor, conosco e com o próximo.

Meu divórcio foi necessário. Sem ele, não saberia o que é ser feliz hoje.

*Calila Matos é empresária, especialista em marketing, gestora comercial e voluntária em projetos sociais.