supere-a-separacao-idivorciei

Supere a Separação

Dicas valiosas para você melhorar depois do término

Podemos aprender muito com a ciência sobre a separação, acredita?

Vários estudos analisaram o que realmente acontece e como podemos superar a separação e toda dor que envolve esse momento.

Recentemente uma pesquisa publicada na revista científica Journal of Experimental Psychology, por exemplo, avaliou a eficácia de três estratégias: pensar negativamente sobre o ex; aceitar seu amor pelo ex; e se distrair pensando em coisas boas que não têm nada a ver com o ex.

Embora nenhuma delas seja perfeita, as três serviram para diminuir as respostas emocionais dos participantes em relação aos ex-parceiros. Portanto, uma combinação das três parece um bom ponto de partida.

Pense em voz alta: ‘Seu ex tinha um mau hálito horrível pela manhã e uma admiração doentia pelo som da própria voz — que nojo’.

Em seguida: ‘Tudo bem ter amado ele, é uma coisa boa — mesmo que agora você veja que essa pessoa é repugnante’.

E finalmente: ‘O tempo não está maravilhoso agora?’

Dee Holmes, especialista em relacionamentos, sugere outro ponto de partida interessante:

“Permita-se um tempo para afogar as mágoas um pouco. Tubo bem tirar um dia de folga do trabalho — se você estiver em choque, pode ser a ação mais segura, dependendo do seu emprego.”

“Converse com seus amigos e mantenha um diário de como você se sente”, diz ela, “mas não deixe que isso domine sua vida. E (não) tome decisões precipitadas. Você pode achar que não será capaz de suportar viver na mesma casa sem o seu ex, mas, na verdade, depois de mudar os móveis de lugar e talvez pintar as paredes, pode ser que você veja que pode.”

Jo recomenda deixar de seguir o ex nas redes sociais:

“Apague ou bloqueie qualquer coisa que provoque memórias dolorosas, como fotos ou textos. Parece cruel, mas a verdade é que ajuda a cicatrizar as feridas”.

“Não mande mensagens de texto ou ligue, especialmente tarde da noite”, acrescenta, “esboce textos e apague, ou escreva sobre seus sentimentos privadamente. Não ‘stalkeie’ ou vigie”.

De acordo com os estágios do luto, a raiva também pode desempenhar um papel importante.

Mas a raiva pode ter seus benefícios: é difícil sentir falta de alguém que você decide que não suporta. Alguns especialistas desaconselham, no entanto, essa forma de psicologia reversa.

Um vídeo de autoajuda chamado How To Get Over Someone (“Como Esquecer Alguém”, em tradução livre) diz que a maneira de fazer isso não é se convencendo de que nunca gostou da pessoa, mas analisando o que você gostava nela.

Na sequência, se pergunte: ‘Seria possível encontrar essas qualidades em um futuro parceiro?’

Se você combinar todas essas táticas, pode traçar um plano: aceite o que você sente e permita-se lamentar; converse com familiares e amigos e, se necessário, com um terapeuta; escreva um diário; evite as redes sociais; apague gatilhos dolorosos; se distraia; não tome decisões precipitadas; não tenha contato com o ex; lembre-se dos aspectos negativos dele; e, depois de um tempo, pense nas características positivas e considere que essas qualidades podem ser encontradas em outra pessoa.

E então é só uma questão de tempo.

Quanto tempo leva pra passar essa dor afinal?

Você não pode apressar o amor — e, infelizmente, tampouco pode abreviar o processo de superação do fim do relacionamento, achou que podia burlar essa né? pois é, não vai dar!

Um estudo sugere que leva cerca de três meses (11 semanas para ser mais precisa) para que alguém tenha um sentimento mais positivo em relação à uma separação, no entanto, a dor da desilusão amorosa não é uma ciência.

No meu caso, levei seis meses até me sentir pronta para seguir em frente. Mas, a essa altura, eu realmente estava pronta.

Superar a dor da separação é um desafio paradoxal, tão difícil por causa da sua simplicidade.

Mas o segredo, em essência, é este: lembrar que você é digno do amor. E que no tempo certo, vai encontrá-lo novamente.

Guarda e pensão alimentícia

Quando o casal decide separar-se, muitas questões precisam ser repensadas e definidas e muitas impactos são causados, e quando possuem filhos, os cuidados precisam ser redobrados.

No Brasil, existem 3 tipos de guarda: a unilateral, compartilhada e alternada. Em resumo, a unilateral ocorre quando a guarda é atribuída a apenas um dos pais, enquanto ao outro, existe o direito de contato, visitação (normalmente aos finais de semana, a cada 15 dias) e a obrigação do pagamento da pensão. A guarda compartilhada difere apenas com relação aos direitos e contato com o menor, sendo mais ampla, permitindo mais visitas e contatos mais frequentes, o que permite que ambos os pais cuidem de forma igualitária da formação do menor. Parte-se do princípio de um bom relacionamento entre os pais, e portanto, um contato mais harmonioso e parceiro, é possível e mais saudável para a criança. Hoje, essa modalidade é a “regra geral”. A guarda alternada ainda é pouco praticada no Brasil, até mesmo pois gera maior impacto na criança, ao passo que tudo é igualmente dividido entre os pais, inclusive o lar do menor. Ele pode ficar 15 dias com um e 15 dias com outro…

Ocorrendo o término do casamento, normalmente, as partes discutem sobre o pagamento de pensão alimentícia, que conforme o artigo 1.694 do Código Civil “Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. ”Em resumo, a pensão é paga pelo ex-cônjuge que tem a melhor condição para realizar seu pagamento, em favor do alimentado. É claro que esse assunto não é tão simples assim, e será mais profundamente abordado em outra oportunidade.

Para resumir, sendo guarda unilateral ou compartilhada, a obrigação de pagar os alimentos (pensão), existirá. No caso da guarda compartilhada, ante sua flexibilização, pode ser que a criança fique um período de férias com aquele ex-cônjuge, com quem não mora, e mesmo nesses casos, a obrigação de pagamento existira. É claro, que as partes podem negociar as condições da guarda e pensão, inclusive, prever que em tais períodos o pagamento pode ser suspenso, contudo, o ideal é que essa negociação seja prévia, conste no termo e seja homologado pelo Juiz, evitando assim, qualquer discussão. Estipulada a guarda e pensão, sua modificação deve ocorrer por via judicial, já que também assim foi estipulada.

Por Dr. Genilson Roque – OAB – SP: 275474

Acompanhe pelo Instagram: https://www.instagram.com/roqueamorimadvocacia/

Como pude me iludir tanto?

Um questionamento pertinente e bastante frequente ao término de uma relação. Existe um processo inevitável de ilusão e fantasia. Até porque a paixão é, por definição, o silenciamento (ainda que transitório) da razão.


É importante ressaltar que para muitos o termo ilusão dá a ideia de processo passivo – como se fosse mais responsabilidade do outro do que nossa. Como se o outro nos ludibriasse e não nós mesmos que tivéssemos visto aquilo que nos interessava. Entender que é um processo autoral e ativo, ainda que inconsciente, é fundamental.


A ilusão dentro do contexto de uma paixão é inevitável. Sentimentos e emoções tomam conta de nossa vivência; dando espaço para que impulsos e energias inconscientes tomem as rédeas da situação. Governados por aquilo que é emoção, em detrimento daquilo que é razão.


Porém, se sistemática e constantemente olharmos para dentro, podemos prever alguns desses apreços que nem sabíamos ter. Qualquer processo analítico é oportunidade de compreender de forma mais clara aquilo que nos irrita, enoja, distancia e aquilo que nos fisga e aproxima.


Conhecer a nós mesmos é ferramenta para, possivelmente, prever essas ilusões. Além disso, entendendo a relevância inconsciente desses sentimentos, podemos nos perdoar por termos “nos iludido tanto…

Para concluir, cito Paulinho da Viola, que dizia:
“A todo instante rola um movimento
Que muda o rumo dos ventos
Quem sabe remar não estranha
Vem chegando a luz de um novo dia
O jeito é criar um outro samba
Sem rasgar a velha fantasia”
É preciso aprender a remar…”

Por Gustavo Villa Real, médico (CRM 209727/SP), psicanalista e colaborador do Idivorciei. 

Instagram: Saude Mental (@dr.gustavo.villa.real) • Fotos e vídeos do Instagram

Amor e Ódio não são Opostos

Amor e ódio não são opostos, porque digamos que o ódio é o lado negativo do amor, mas ele não é o seu oposto. 

Pensa o seguinte, você ama alguém por algum motivo, esta pessoa te faz bem, você não vive sem ela, e etc. 

No ódio, você tem o lado oposto do mesmo sentimento, eu odeio alguém porque este alguém não me faz bem, por algum motivo.

O contrário do amor é a indiferença, porque quando eu amo ou quando eu odeio, eu tenho motivos. 

Na indiferença, a pessoa em questão, pode ser quem ela quiser, fazer o que quiser, eu simplesmente não me importo. 

Se ela me trata bem, se me trata mal, se me traz flores ou dores, isto não tem um impacto relevante em mim, esta pessoa não tem mais este poder de influência em mim. 

Eu não a amo, e portanto, tudo que vêm dela é indiferente para  mim. 

Importante esclarecer isto, pois quando se deixa de fato de amar alguém, você passa a não ter mais conexão com esta pessoa, e portanto ela não faz diferença na sua vida e nos seus sentimentos. 

Amor e ódio não são opostos, já amor e indiferença,  insignificância, irrelevância sim.

Daniel Lacerda  Psicólogo Clínico

Acompanhe no Instagram: https://www.instagram.com/psicodaniellacerda

Dicas para quem busca um novo amor

É uma honra ter sido convidado para ser parceiro do Idivorciei, o que aceitei prontamente, com orgulho e responsabilidade. 

Idealizei o Coroa Metade há oito anos, depois de ir a uma festa de amigos que não se encontravam há 30 anos e ver que 60% deles eram solteiros, viúvos ou, principalmente, divorciados.

Nas conversas com meus antigos colegas, ouvi muitas queixas do tipo: “Pô cara, companhia para uma noite eu encontro fácil. Mas uma companheira para a vida toda é tão difícil…” e “Faço academia, estou em forma, os homens olham para mim no shopping, em restaurantes…não tenho problema de encontrar um homem que passe um dia, uma semana ou um mês comigo, mas é tão complicado achar alguém que queria uma relação estável com uma mulher que vive com dois filhos. Companhia eu tenho; companheiro não…”

Muitas, talvez a maioria, das pessoas que frequentam o Coroa Metade e mesmo outros sites de relacionamento, acumularam tristezas na vida conjugal e em algum momento disseram para os outros ou para si mesmo que não iriam mais se casar.  Na primeira fase, essa postura é esperada e até fundamental. É importante dar um tempo para aparar as arestas e lamber as feridas. Mas de uma maneira geral as pessoas, após um certo tempo sozinhas querem encontrar alguém. A esperança de encontrar alguém que realmente seja compatível fala mais alto. Como diz o velho ditado, “o segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência”. Em quase oito anos, já são 87 casamentos realizados através do Coroa Metade. Isso sem contar as pessoas que se casaram e saíram do site sem avisar o motivo;

Nessa hora da procura é sempre importante ter cuidados, para não cair em arapucas, muitas delas do próprio coração. Recebo muitos pedidos de dicas dos usuários. Muitas delas, assim como histórias que vi e ouvi, compartilharei aqui nesse espaço.

A primeira dica considero importante é: “é possível ser feliz sem se casar novamente. É possível, sim, ser feliz sozinho, mas se você quer muito encontrar alguém, deixe que a carência afetiva faça com que você se desvie do que você procura no site ou fora dele”. É claro que o amor pode surpreender e não dá para ser completamente fechado em determinados perfis. Mas, por exemplo, se você não deseja, em hipótese alguma, namorar com uma pessoa que fume ou que more em outro estado, não gaste seu tempo conversando com pessoas com esse perfil ou, principalmente, marcando encontros, a não ser que sua busca seja por novos amigos. Como diretor do Coroa Metade, percebi que é uma balela aquela história de que as pessoas mais velhas sabem o que querem. Nunca sabemos realmente o que queremos! Mas uma das poucas vantagens da pessoa madura é ao menos saber o que não quer!

Na hora de procurar um novo amor, entre com o coração aberto e acredite que sempre é tempo para ser feliz. Mágoas e tristezas fazem parte da vida. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontraram pela Internet e hoje são casadas e felizes. Há milhares de pessoas se separaram e encontram um novo amor em viagens, espaços de dança, clubes, apresentados por amigos e hoje são felizes. Entre na nova relação com 100% de peito aberto. Mas também ingresse, no site ou não, com a mente 100% atenta, observando todos os detalhes, lembrando de tudo o que você sonha e busca. Não há contradição alguma entre o sentir e o pensar, entre a paixão e a razão…

Entre as muitas perguntas que recebo dos usuários e usuárias do site, talvez a mais recorrente seja: “Como devo fazer para ter um perfil mais interessante no site?”

A minha resposta serve, acredito, para o site, mas também para quem nunca entrou nem entrará em sites de relacionamento: uma das melhores formas para conhecer alguém é se tornar uma pessoa cada vez melhor. Leia bons livros, assista a bons filmes, acompanhe as notícias do Brasil e do mundo através de portais, jornais, revistas e bons programas de rádio e televisão, conviva com pessoas boas, que tenham o que dizer e que, mais que palavras, tenham atitude e se preocupem com os outros. Faças esportes e procure ter uma vida saudável, com tempo para vocês mesmo(a). Se você for uma pessoa vazia, se interessará por gente sem conteúdo e será interessante para gente sem conteúdo também. Se você for uma pessoa mais completa, terá mais chances de se interessar por pessoas com conteúdo e de atrair quem é realmente legal.

Por: Airton Gontow

Instagram: https://www.instagram.com/coroametade/

Site: https://www.coroametade.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/SiteCoroaMetade/

Divórcio: O novo normal

Não. Eu não me divorciei na quarentena. Curiosamente, para o meu casamento, a pandemia nos fez olhar para o que realmente importa: curtir estar junto. Como diria Bert Hellinger, o pai das Constelações Familiares, “fique apenas com o essencial”.

Eu fiquei. E teve stress para lavar a pia abarrotada de louça 3 vezes ao dia nos últimos 7 meses? Claro que teve. E o amor por cozinhar quase morreu. Mas ainda continua vivo.

Acontece que esse tal vírus trouxe à tona uma realidade: separação faz parte da vida. É só mais um capítulo. Mas depois de 15 anos juntos? Jura? Fico feliz de ouvir que um casal se separou e ambos tocaram a vida, cada um a sua, felizes. Faz parte do amor ter um fim. E que bom se esse final consegue sustentar a amizade que restou.

Simplesmente porque a vida só flui quando o amor flui. Quem se prende ao orgulho, à raiva, ao dinheiro e à rivalidade carrega um peso que paralisa tudo. Inclusive amarra a relação seguinte. Se você esteve casada ou casado por 4, 7 ou 11 anos, com certeza foi feliz por alguns anos.

Nunca permaneceria assim se nada de bom tivesse acontecido na vida dos dois. Divórcio é só mais uma fase. E se houve relacionamento abusivo ou tóxico, separação é libertação. Na Constelação, dizemos que depois de um fim, é preciso abrir espaço para o novo vir. Sem espaço, não tem como um novo amor chegar e se instalar. Na separação se vive os mesmos estágios do luto: você está enterrando aquele amor. Precisa de um tempo, redescobrir quem é você sozinha/o, assimilar a perda, descobrir quais os novos planos para a sua vida. O luto também tem começo, meio e fim (aliás, como tudo na vida).

Pós divórcio é preciso desapegar de vez. Vale agradecer por tudo de bom que viveram juntos, sem esquecer que tudo o que foi ruim te deixou mais forte. O exercício do amor é transformar a dor em aprendizado. Com ou sem filhos, superar faz parte. Que venham os próximos relacionamentos e as novas possibilidades.

Instagram: https://www.instagram.com/lelia_pace/

O quê que o autoconhecimento tem a ver com meus relacionamentos?

Que a astrologia é uma ferramenta incrível de autoconhecimento todo mundo sabe (ou quase todo mundo), mas até onde os símbolos astrológicos do seu mapa podem ajudar na fluidez dos seus relacionamentos?

Quando a gente olha para um mapa vamos muito além do signo solar, que é o que a imensa maioria das pessoas sabe: “eu sou de touro… eu sou de câncer… eu sou de Aquário”. Quando você diz isso está se referindo ao posicionamento do sol no seu mapa então, quando você diz que é de Gêmeos, está falando que tem o sol em Gêmeos.

Até aí, ok!

Porém, o sol mostra a parte consciente da sua personalidade, quando queremos entender seus sentimentos, temos que descobrir em qual signo está à lua no seu mapa e ainda se existe algum outro planeta afetando o comportamento dela. Temos uma infinidade de combinações para todos os elementos do mapa onde uma posição afeta a outra continuamente.

Um exemplo: o planeta Vênus simboliza a energia feminina que um mapa emana, assim como mostra que tipo de comportamento feminino aquele mapa se sente atraído; Marte mostra que tipo de energia masculina vem daquele mapa e, também, que tipo de característica masculina aquele mapa sente atração.

Quando você compreende essas essências no seu mapa passa a reconhecer esses comportamentos (interessantes ou desagradáveis) nas outras pessoas, mesmo que elas não manifestem isso abertamente.

Com um pouco de estudo e orientação correta você pode aprender a reconhecer os sinais não ditos de coisas que podem ser boas e ruins para você, o que ajuda bastante na escolha do seu próximo (a) namorado (a).

O mapa astral é, literalmente, o mapa para uma vida amorosa mais saudável para você e nunca é tarde para começar a usar!

Instagram: https://www.instagram.com/nandorahner_astrologo/

Site: http://nandoastrologia.com.br/

Como construir ou manter um bom relacionamento com seus filhos após o divórcio

Por Kathleen Shaul  

Após o divórcio, muitos relacionamentos parentais são prejudicados devido aos egos feridos e aos sentimentos de fracasso. No entanto, o divórcio e a separação são muito mais difíceis para as crianças, pois elas não entendem todos os detalhes ou porque tudo mudou.

Como construir ou manter um bom relacionamento com seus filhos após o divórcio

É preciso ter trabalho ao tentar impedir que o mundo das crianças vire de cabeça para baixo e permaneça assim após o divórcio. Eles têm muitos sentimentos que suprimem em idades mais jovens ou podem ter explosões de raiva com a mudança da situação. Todas as suas reações fazem com que ambos os pais se sintam inadequados em manter um bom relacionamento. Felizmente, existem muitas dicas sobre como manter um bom relacionamento com os filhos após o divórcio.

1. Não discuta problemas adultos com crianças

Seus filhos não foram os que causaram o divórcio e são jovens demais para perceber que cada ex-cônjuge pode ter menos renda que leva a um grande estresse. As crianças não precisam mais ouvir sobre as coisas que não podem mais ter, porque os pais de custódia não podem pagar por isso sozinhos.

2. Nunca fale mal sobre seu ex na frente de seus filhos

Quando os filhos ouvem os pais casados discutindo, isso também os perturba. Após o divórcio, cada pai deve tentar manter um relacionamento mais como amigo do outro, sem discutir ou brigar na frente dos filhos. Esse tipo de comportamento tende a perturbar mais as crianças e pode levar a reações não saudáveis de todos os tipos.

3. Não pergunte aos seus filhos sobre o seu ex

Quando as crianças vão fazer uma visita com o pai sem custódia, não pergunte especificamente sobre seu ex. Não há problema em perguntar a eles o que fizeram ou aonde foram na visita, mas deixe de pedir detalhes pessoais sobre o outro pai. No mesmo sentido, o pai sem custódia não deve procurar informações pessoais sobre o ex. Há uma razão dupla para isso: as crianças podem interpretar mal algo e dizer ao outro pai algo que não é muito correto do ponto de vista deles, o que pode não ser verdade. Este é o começo de colocar seus filhos contra seu ex, o que nunca deve ser feito.

4. Mantenha contato próximo com seus filhos

Com a tecnologia, até as crianças mais novas estão envolvidas no mundo digital. Você pode usar o Skype, o WhatsApp para conversar com as crianças, mesmo que sejam muito jovens, para poder ver e ouvir você. Para crianças mais velhas, podem manter suas linhas de comunicação aberta, como enviar um e-mail para você ou via Facebook a qualquer momento. Isso lhes permite ter um relacionamento mais regular – como quando seus pais eram casados. Você também pode agendar chamadas telefônicas regulares que funcionem bem com a agenda de todos, em um momento em que as duas famílias estejam calmas.

Faça perguntas aos seus filhos que sejam pertinentes à sua idade. As crianças mais jovens vão para a escola e voltam para casa, mas você pode perguntar sobre sua matéria favorita na escola em que elas se destacam para manter o conhecimento. Pergunte às crianças mais velhas o que elas divertiram ou conversem sobre os filmes que vocês assistiram juntos.

5. Participe das atividades extracurriculares de seus filhos

Sempre que possível, esforce-se para participar da maioria ou de todas as atividades extracurriculares de seus filhos. Quer se trate de esportes, aulas de dança, viagens de campo relacionadas à escola ou recitais de música, faça questão de estar lá. Se apenas um dos pais aparecer e se interessar por essas atividades, os filhos lamentarão que o outro pai não esteja lá e isso causará mais estresse no relacionamento.

6. Faça das crianças o seu foco principal

Quando você tiver tempo para cuidar dos filhos, mantenha tudo o mínimo que desviar sua atenção deles. As crianças adoram fazer coisas simples com os pais – como jogar, ir ao parque ou fazer compras e depois cozinhar uma refeição. As chances são de que, se comprarem e cozinharem com você, serão menos exigentes e se divertirão com a comida.

7. Convide seus amigos para atividades e eventos

As crianças costumam conversar com seus amigos sobre o divórcio. Os amigos deles fazem parte do sistema de suporte e, como tal, é uma boa ideia convidar os amigos para ir a lugares com você. Seja uma viagem de acampamento durante um fim de semana, indo a um parque temático ou apenas indo ao cinema, isso ajudará seus filhos a se tornarem mais seguros em seus novos relacionamentos parentais.

8. Gaste o máximo de tempo possível com as crianças

Tente não usar uma babá ou creche, se possível. Se você tem algum evento que deve comparecer e acontece quando seus filhos estão com você, tente pedir ao seu ex para assistir as crianças, em vez de ter uma babá fazendo isso. Isso pode ajudar a criar a dinâmica da nova família pós-divórcio e fazer com que seus filhos se sintam mais seguros.

9. Não envie mensagens através de seus filhos

Não peça a uma criança que transmita informações para os outros pais. Isso pode causar atrito em todo o relacionamento. Seus filhos não são peões e não devem ser tratados como tal. As crianças precisam ser apenas crianças e não mensageiros. Pedir aos seus filhos para transmitirem mensagens pode fazer com que sintam que precisam tomar partido de um dos pais ou de outro, o que é um relacionamento muito prejudicial.

10. Ouça com os ouvidos abertos

Certifique-se de que seus filhos percebam que você está preocupado com todos os aspectos de suas vidas. Quando eles estiverem se comunicando com você, dê a eles toda a sua atenção para mostrar o quanto as palavras deles são importantes para você. Você pode tentar orientar as crianças mais novas, mas os adolescentes podem recuar. Não tente controlar um adolescente em situação de divórcio, mas ouça suas preocupações e tente ensiná-los a resolver os problemas por conta própria.

11. Seja previsível e consistente

Certifique-se de pegar ou levar para casa as crianças na hora em que deveria estar lá. Se os pais chegarem alguns minutos atrasados, é provável que os filhos saibam, mesmo que ainda não consigam ver as horas. O estresse do divórcio é difícil o suficiente para todas as pessoas envolvidas, sem estresse extra devido ao atraso.

Seguir estas dicas pode ajudar você a manter um ótimo relacionamento com os filhos após o divórcio. Afinal, todo mundo perde muito em um divórcio, mas a maior perda para um pai ou mãe é um filho e a maior perda para um filho é um pai ou uma mãe. Viva sua vida de uma maneira que guie seus filhos a serem compreensivos, cuidadosos e comprometidos, assim como você está em um ótimo relacionamento.

Adaptação e tradução: Equipe Idivorciei