O sofrimento transformado em empreendedorismo e solidariedade

*Calila Matos

Estou divorciada há quatro anos, foi muito duro o período da separação. Recordo que na época em que me divorciei tive assessoria jurídica e procurei por ajuda psicológica, pois o sofrimento era gigantesco. Muitas dúvidas, filho pequeno, como recomeçar? Hoje, me sinto privilegiada por ter conseguido apoio, enquanto muitos não têm.

O divórcio não é apenas um papel assinado. Vai muito além.

As pessoas que cercam um recém-divorciado não as apoiam por muito tempo, pois a sensação de luto é muito particular, varia para cada um; afinal, ninguém morreu. No entanto, é preciso considerar que uma vida passada morreu, uma rotina, um investimento, um mundo particular.

A performance no trabalho cai e o choro às escondidas é inevitável. Por dentro, no entanto, eu estava quebrantada. Quando nos damos conta, estamos calados, com sorrisos forçados para conseguir conviver com uma máscara social.

O recomeço aconteceu aos poucos. Mudança de casa, nova escola para a criança, novas roupas. E, assim, eu me redescobri em uma mistura de medo com surpresas. Nos detalhes, via que poderia me reerguer sem ele, sem meu velho eu. 

Muitas decisões foram tomadas, iniciando com um pedaço de papel, no qual escrevi o que eu tinha vontade de fazer, sem julgamentos, sendo sincera comigo mesma. E lá ia eu, colocar em prática tudo o que não conseguia fazer enquanto casada, e foram muitas coisas! Iniciar uma atividade física, retomar as aulas de inglês, me voluntariar em uma ONG, reencontrar amigos da faculdade, ficar com meus irmãos, dançar com meu filho na sala sem qualquer recriminação de olhares.

Voltei a me olhar no espelho e, aos poucos, minha autoestima foi sendo reconstruída, meses a fio jogando fora todo lixo emocional que carreguei por anos.

Descobri que poderia ter sido diferente, mas precisei passar por muita dor emocional e aprender a olhar o próximo. Quantos passam por isso sem qualquer apoio, com a sensação infinita de solidão e muitas culpas?

Foi aí que decidi criar o Idivorciei, plataforma que oferece um hub de serviços e orientações que ajudam a transformar a dor do término do casamento em uma experiência de superação. Quero ajudar as pessoas que passam por esse mesmo processo de dor e conflitos a dar a volta por cima.

Da dor ao amor, me sinto hoje preparada para amarrar pontas entre muitos profissionais que são fundamentais nessa fase de separação; fortalecendo os planos de abrigar e orientar pessoas divorciadas e seus filhos. 

Que nossa cadeia de infinitas dúvidas entre o que é certo e errado, do amor e do ódio, seja revista para que possamos viver melhor, conosco e com o próximo.

Meu divórcio foi necessário. Sem ele, não saberia o que é ser feliz hoje.

*Calila Matos é empresária, especialista em marketing, gestora comercial e voluntária em projetos sociais.

5 Dicas para Comemorar bem o Dia da Mulher

Bem vindas (os) ao Idivorciei! Eu sou a Gisela Gusmão, Psicóloga e Psicoterapeuta de Casal e Família.


Gostaria de iniciar este artigo convidando cada leitora a deixar um comentário a respeito do Dia Internacional da Mulher. A sua opinião é muito importantes. Participe!

A data é celebrada anualmente, no dia 8 de março, desde 1918 e oficializada somente em 1975. Tem origem nos EUA, quando em 1909, mulheres iniciaram manifestações pela igualdade de direitos civis,
em favor do voto feminino, bem como da imposição de uma carga horária de trabalho desumana, chegando à 16h/dia inclusive aos domingos.

A título de reflexão, gostaria de listar algumas formas de comemoração desta data, que podem desviar o foco dos seus reais propósitos. Há muitas décadas que nesse dia as mulheres são presenteadas com flores, chocolates, folga no trabalho e muitas mensagens cordiais. Entretanto, no restante do ano, é uma luta conseguir um voluntário para ao menos lavar a louça, reduzindo a sobrecarga da jornada dupla que a maioria de nós enfrenta.

Para esse Dia Internacional da Mulher, o meu presente são 5 dicas para celebrar bem. Ação é tuuudooo!

  1. Aproxime-se de pessoas que te tratam de forma especial todos os dias. Não somente nos 8 de Março.
  2. Promover reflexões sobre igualdade de deveres dos homens, não somente de direitos das mulheres.
  3. Analise quais avanços você conseguiu nos aspectos pessoais a partir do estabelecimento de regras claras e objetivas, para tornar mais sadia a sua relação com os homens que convivem com você. Se ainda não criou o seu plano de transformação, comece já.
  4. Eleja uma tarefa da sua jornada dupla que será delegada aos que convivem com você e promova uma reflexão a esse respeito.
  5. Faça uma lista de pontos a serem aprimorados até a próxima celebração em 2022, transformando o “ser mulher empoderada” num objetivo de ordem prática.
    Continuem com a gente. Pois no Idivorciei você nunca está sozinha(o).
    Parabéns e boa sorte a todas!!

Por Gisela Gusmão – Psicóloga e Psicoterapeuta de Casal e Família

Acompanhe pelo Instagram: https://www.instagram.com/gisela_gusmao/

Faça diferença para si e irradie esperança!

A existência do ser humano é permeada por desafios e conflitos, os quais podem aproximar as pessoas de um estado no qual a negatividade e a desesperança estão sempre presentes.

Entretanto, apesar de sermos constantemente bombardeadas com matérias a respeito da violência contra as mulheres e a supressão dos nossos direitos, este não é um fim para todas. É possível, ainda nesta época conturbada, usufruir de saúde física e mental, de felicidade e de realizações pessoais, mantendo a autonomia e uma performance ativa diante do mundo.


É imperativo nos unirmos e buscarmos apoio de profissionais que entendam esta realidade para ultrapassarmos os limites que nos foram impostos.


Deixo o vídeo da entrevista com Sumiko Iwamura, a DJ japonesa de 83 anos, conhecida como SUMIROCK.


Esta senhora é um ícone para as mulheres de todo o mundo, pois desafiou sua cultura, a idade avançada e conquistou um espaço normalmente ocupado por homens jovens.


Parabéns pelo Dia das Mulheres!

Acompanhe Gisela Gusmão pelo Instagram: https://www.instagram.com/gisela_gusmao/