O que existe por trás de uma separação?

Um conflito sempre aponta nosso desequilíbrio. No dia a dia, enfrentamos conflitos externos com parceiro(a), filho(a), chefe e colegas de trabalho, que refletem nossos próprios conflitos internos. E onde há conflito, há desordem. Vemos muitos sinais de que algo não está bem, mas passamos por cima de tudo, sem perceber que basta olhar para isso para mudar todo o resto da nossa história. Ninguém é vítima. Se existe um problema, existe uma solução.

 “Onde o amor se perdeu?” e “para onde esse conflito olha?”. Muitas vezes cedemos a um impulso de defender alguém ou de querer se vingar de algum acontecimento passado. Na relação de casal, um busca no outro algo que não consegue resolver no próprio sistema familiar e vice-versa. Muitos conflitos surgem do fato de que um “filhinho da mamãe” ainda não saiu da esfera da mãe e migrou para o pai para se tornar homem, ou então, uma “filhinha do papai” não saiu da esfera do pai e migrou para a mãe para se tornar mulher. O equilíbrio do homem com seu masculino e da mulher com seu feminino muda tudo no relacionamento a dois.

Uma relação de casal só tem futuro quando acontece entre iguais, entre dois adultos que aceitam seu pai e sua mãe como são e como foram, sem julgamentos ou críticas para que possa crescer com amor e respeito.

Um casal pode, sim, ter uma boa separação, em que ambos reconhecem o amor que existiu entre eles, muitas vezes gerando um filho. A relação acaba, mas permanece o vínculo e, como pai e mãe sempre estarão conectados um ao outro. Apesar do divórcio, é possível encontrar a paz e manter uma reconciliação que faça bem ao pai, mãe e filho(s).

O conflito nos convida a tomar uma postura de adulto, de assumir o que é, como é, livre de julgamentos. Através da Constelação é possível olhar de uma forma nova para a relação como base da família e transmissão da vida, de onde tiramos nossa própria energia.

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*Lélia Pace é Consteladora Sistêmica Familiar, Master em PNL, especialista em relacionamentos saudáveis e resolução de conflitos.

Existe vida após o divórcio?

Ganhamos dos nossos pais a vida. Um grandioso motivo para sermos eternamente gratos. Porém, vivemos reclamando da vida que nos foi dada.

Nascemos. E junto com a vida, também ganhamos a morte, no mesmo pacote. Afinal, cada dia que vivemos é um dia a menos de vida. Ela é feita de ganhos e perdas. Assim é.

Será que você tem olhado mais para a morte ou para a vida? Qual tem sido o seu movimento?

Um fim de um relacionamento é motivo para nunca mais amar, sorrir, viver?

Ou é uma oportunidade de começar do zero, novinho em folha?

Para que lado você olha agora: para o mais ou para o menos?

Olha para o que viveu de bom, o que aprendeu, o que ganhou?

Ou olha para o que sofreu, se arrependeu e errou? Culpa ou liberta?

Se liberar é o primeiro passo para se libertar para uma vida nova. O desconforto te faz encerrar ciclos. Precisa terminar antes de recomeçar. Depois da visão turva, vem a clareza. Nesse movimento pós-divórcio, a Constelação pode te ajudar.

Nem todos os dias são bons, mas há sempre algo de bom em cada dia.

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*Lélia Pace é Consteladora Sistêmica Familiar, Master em PNL, especialista em relacionamentos saudáveis e resolução de conflitos.