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Queixas e problemas frequentes

O acúmulo de determinadas queixas e situações acabam desgastando uma relação. Algumas dessas queixas se repetem, sendo quase que problemas universais dentre os casais que acabam por se separar. 

Uma queixa recorrente e relevante é a falta de investimento – como se a inércia tomasse conta da interação, sem maior tentativa em melhorar a intimidade, a comunicação, os momentos de lazer, dentre outras instâncias. E é fato que sem investimento a relação cai na banalidade, na rotina. 

Investir demanda tempo e cuidado. É processo de deixar outros problemas de lado e dedicar o melhor ao seu parceiro(a). De modo que é necessário comprometimento para tal investimento. 

Outra situação crítica é o descobrimento de uma traição. E esse é um dos mais frequentes motivos que levam ao rompimento. Porém a enorme tendência que existe de uma traição em promover um término não é proporcional a facilidade que esse processo pode ter. 

O que quero dizer: pode soar óbvio para muitos de nós que tal casal se separou depois de um deles descobrir a infidelidade do outro. Mas o processo envolvido é extremamente denso – pois trata-se da mesma forma de um divórcio, com todas suas complexidades. A diferença é que muitas vezes o processo ocorre de forma mais veloz. 

Quando a infidelidade é constatada, quem sofre com tal informação tem, muito rapidamente, que decidir o que fará. As fases do divórcio se sucedem (desde contemplação, até a execução), sem muita reflexão. E seria difícil de cobrar algo mais parcimonioso. 

Além disso, diante da experiência clínica de alguns de meus mestres aprendi que a infidelidade carnal (para falar o português claro, sexual) dói e desestabiliza uma relação, colocando esta em cheque. Mas muito mais taxativa costuma ser a infidelidade afetiva e, ainda pior, a financeira. 

A razão para essa curiosa constatação é imprecisa e mera especulação – talvez o cônjuge traído entenda a conjunção carnal como algo relacionado a um impulso, algo instintivo. Enquanto envolvimento afetivo ou traição financeira como situações mais elaboradas e racionais. Dessa forma a punição e o estrago costumam ser maiores. 

Enfim, refletir sobre agentes que promovem desgaste e culminam com divórcios é um estudo teórico; para que possamos ajudar aqueles que sofrem ou outrora sofreram com tais situações. 

Por Gustavo Villa Real, médico (CRM 209727/SP), psicanalista e colaborador do Idivorciei. 

Instagram: Saude Mental (@dr.gustavo.villa.real) • Fotos e vídeos do Instagram

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