fbpx

Independente do destino é preciso olhar para trás

Você já usou o retrovisor do carro né? Serve como espelho para ajeitar a maquiagem, o cabelo e a barba, mas me refiro durante a condução do veículo. É certo que já e você fez isso por que é necessário olhar pelo retrovisor. Faz parte dos movimentos, das tomadas de ações, das decisões de quem dirige. Sim, independente do destino e mesmo indo para frente você precisa olhar para trás.


Você se divorciou, está indo adiante, conduzindo sua nova vida, e quando olha pelo retrovisor do seu divórcio o que vê? O que vem à sua mente? Culpa, medo, frustrações, arrependimentos – quais as emoções afloram? O que mais ouço no consultório são reflexões sobre atitudes, ações, gestos, formas, maneiras que poderiam ter salvado o casamento ou como não foi enxergado o óbvio para  encerrar a relação antes de todo o desgaste….


E diante das inúmeras abordagens, destaco a ausência de diálogo. Sim, de conversa entre os parceiros. Não estou falando de conversa sobre boletos ou de quem é a vez de ir na reunião de pais da escola do filho. Me refiro a conversas sobre os sonhos, os planos, aquilo que ambos gostavam de fazer e aquilo que conduzia ao tédio. Falavam do que incomodava? Reparou que essas são coisas ditas no namoro? Provavelmente essa seja uma das razões para o namoro ser tão agradável, tão gostoso.


O famoso “conversando a gente se entende” não é usado à toa. É falando que expomos o que nos incomoda e é ouvindo que cedemos ao outro o mesmo direito. Outro dia falei que as pessoas mudam, lembra? Os gostos, as necessidades… A gente muda e precisa falar, assim como precisa aprender a ouvir. Faz sentido para você que era para ter investido mais tempo em boas conversas e discutido – na boa – sobre os comportamentos que incomodavam um ao outro e também sobre seus planos e sonhos?


Pois é, mas passou, acabou o casamento, e agora a conversa é com o seu presente. Se questionar sobre o que poderia ter feito e o que deixou de fazer é fundamental para seu próprio aprendizado. E isso se faz também revisitando sua coleção de erros. Por que independente do destino é preciso olhar para trás e aprender ou reaprender que diálogo é matéria prima da mudança, diálogo não é monólogo, conversa não é briga e discussão não é um ringue de luta. É preciso abrir mão das acusações, aprender a lidar com a mágoa, e se doar para tentar chegar a um consenso e assim, com respeito, fortalecer e manter, ressignificar ou  encerrar o casamento ainda com amor e maturidade.

Por: Camila Custódio –  Psicanalista & Terapeuta

Instagram: Terapeuta Camila Custódio (@consultorioemocional) • Fotos e vídeos do Instagram

Seja nosso parceiro preenchendo o cadastro abaixo!