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Finalizando ciclos após o divórcio

A superação do fim de um casamento não é algo fácil de se alcançar, leva tempo, às vezes, um longo tempo. O fato é que o luto precisa e deve ser vivido. E o primeiro ano após a separação é o mais difícil.

Aos poucos tudo vai normalizando e se encaixando, assim como também a dor encontra seu lugar. O fato é que, de repente, a hora de nos relacionarmos surge novamente. Oportunidades aparecem mais facilmente, até porque, nosso instinto pelo pertencer ao outro, está mais evidente.

Até que tudo se reinicia. A euforia da paixão nos motiva, como uma adrenalina, e amor retorna à nossas vidas. Tudo é novo, tudo surpreende, e as comparações são inevitáveis. Em alguns casos, o namoro se estende a um “morar junto”, e até as escovas de dentes encontram seu par.

Contudo, após um divórcio, a mulher se torna muito mais exigente, seja porque houve algum tipo de abuso e ou toxidade em seu casamento, ou
ao contrário, o ex foi a melhor pessoa que passou por seu caminho.


Fato é que a mulher se torna corajosa para não aceitar menos do que sabe que merece. O convívio não é simples, assim com em um casamento, há diferenças de crenças, criação, costumes e manias entre os parceiros. Normal!

Acontece que aquele parceiro não é o pai de seus filhos, não houve um compromisso perante outras pessoas e, talvez, o que resta – além de bens
que possam ter sido adquiridos em comum -, são medos, receios e o pensamento de ter que recomeçar mais uma vez. E como conseguir encerrar mais um ciclo sem tanto sofrimento.

Mais uma tarefa de cura, libertação, talvez até mesmo, sofrimentos e mágoas que não gostaríamos deixar no outro. Mas ciclos precisam ser encerrados! Não se pode conviver com algo que não nos faça mais feliz, principalmente se não há laços eternos que os prendem. O objetivo desse artigo é facilitar encerramentos de ciclos, pois, por mais dolorosos que sejam, são necessários.

Primeiro ponto a ser levado em consideração, é a honestidade consigo mesma. Não há relacionamento que sobreviva quando há dúvidas quanto
aos sentimentos. Sem contar, que o outro, não merece dualidade, aliás, nenhum de nós, merece.

Segundo passo é analisar e avaliar o que nos impede de romper, ou seja, qual o motivo real que nos “prende” àquela pessoa. E por fim, se perguntar: o quê eu perco e/ou ganho permanecendo na relação? E ainda: o quê eu perco e ganho colocando um fim, um ponto final?

Encontrando as respostas e analisando os pontos acima, podemos ter mais direcionamento ao tomar qualquer atitude. O que não podemos é deixar caminhar como se estivesse tudo bem, se na verdade, não está.

Finalizar ciclos é muito mais complexo que este artigo, mas a autora aqui, deseja lucidez e direcionamento para uma melhor decisão.

Com amor,

Renata Lêmos

OAB/ES 24437

Advogada da Mulher

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