5 Dicas para Comemorar bem o Dia da Mulher

Bem vindas (os) ao Idivorciei! Eu sou a Gisela Gusmão, Psicóloga e Psicoterapeuta de Casal e Família.


Gostaria de iniciar este artigo convidando cada leitora a deixar um comentário a respeito do Dia Internacional da Mulher. A sua opinião é muito importantes. Participe!

A data é celebrada anualmente, no dia 8 de março, desde 1918 e oficializada somente em 1975. Tem origem nos EUA, quando em 1909, mulheres iniciaram manifestações pela igualdade de direitos civis,
em favor do voto feminino, bem como da imposição de uma carga horária de trabalho desumana, chegando à 16h/dia inclusive aos domingos.

A título de reflexão, gostaria de listar algumas formas de comemoração desta data, que podem desviar o foco dos seus reais propósitos. Há muitas décadas que nesse dia as mulheres são presenteadas com flores, chocolates, folga no trabalho e muitas mensagens cordiais. Entretanto, no restante do ano, é uma luta conseguir um voluntário para ao menos lavar a louça, reduzindo a sobrecarga da jornada dupla que a maioria de nós enfrenta.

Para esse Dia Internacional da Mulher, o meu presente são 5 dicas para celebrar bem. Ação é tuuudooo!

  1. Aproxime-se de pessoas que te tratam de forma especial todos os dias. Não somente nos 8 de Março.
  2. Promover reflexões sobre igualdade de deveres dos homens, não somente de direitos das mulheres.
  3. Analise quais avanços você conseguiu nos aspectos pessoais a partir do estabelecimento de regras claras e objetivas, para tornar mais sadia a sua relação com os homens que convivem com você. Se ainda não criou o seu plano de transformação, comece já.
  4. Eleja uma tarefa da sua jornada dupla que será delegada aos que convivem com você e promova uma reflexão a esse respeito.
  5. Faça uma lista de pontos a serem aprimorados até a próxima celebração em 2022, transformando o “ser mulher empoderada” num objetivo de ordem prática.
    Continuem com a gente. Pois no Idivorciei você nunca está sozinha(o).
    Parabéns e boa sorte a todas!!

Por Gisela Gusmão – Psicóloga e Psicoterapeuta de Casal e Família

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Faça diferença para si e irradie esperança!

A existência do ser humano é permeada por desafios e conflitos, os quais podem aproximar as pessoas de um estado no qual a negatividade e a desesperança estão sempre presentes.

Entretanto, apesar de sermos constantemente bombardeadas com matérias a respeito da violência contra as mulheres e a supressão dos nossos direitos, este não é um fim para todas. É possível, ainda nesta época conturbada, usufruir de saúde física e mental, de felicidade e de realizações pessoais, mantendo a autonomia e uma performance ativa diante do mundo.


É imperativo nos unirmos e buscarmos apoio de profissionais que entendam esta realidade para ultrapassarmos os limites que nos foram impostos.


Deixo o vídeo da entrevista com Sumiko Iwamura, a DJ japonesa de 83 anos, conhecida como SUMIROCK.


Esta senhora é um ícone para as mulheres de todo o mundo, pois desafiou sua cultura, a idade avançada e conquistou um espaço normalmente ocupado por homens jovens.


Parabéns pelo Dia das Mulheres!

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Os estigmas da mulher separada

Estamos na segunda década do Século XXI, mas percebo que ainda existem muitos tabus em relação ao divórcio, principalmente associados à uma visão de derrota, de uma relação que não deu certo. São preconceitos que persistem, especialmente no caso das mulheres; lembrando que a lei do divórcio foi promulgada em 1977.

É óbvio que quando as pessoas se casam, o intuito é manter a relação até o fim da vida. Mas entre o casamento e o fim de uma vida há muitas situações que podem mudar o rumo da história. E isso não pode ser entendido como um erro. Talvez, algumas relações se acertem exatamente quando o casal se separa; do contrário, a caminhada poderia ser, de fato, muito ruim, muito triste para ambos. É importante entender isso para não ficarmos na busca de explicar o inexplicável.

No passado – e ainda uma realidade em muitos núcleos sociais -, havia a ideia de que mulher saía de casa para o altar já com a sentença de “produto sem devolução”. As preocupações por trás dessa sentença talvez estejam relacionadas ao aspecto financeiro. O marido assumia o papel de provedor da casa. Significava dizer que a mulher, caso o casamento terminasse, é que deveria assumir as responsabilidades pelo seu  próprio sustento.

Outro estigma social que ainda persiste é a ideia de que a mulher solteira, a mãe solteira, separada ou divorciada, é alguém que “não segurou o casamento”. Historicamente, a mulher separada não era bem vista, era sinônimo de leviana e, até mesmo, representava um risco para outros casamentos. Não era bem-vinda socialmente. E todos esses estigmas e preconceitos tomavam – e tomam ainda, em muitos casos – uma proporção maior quando a mulher tem filho.

É óbvio que atualmente todos esses preconceitos são bem menores ou praticamente desapareceram, dependendo do meio social que essa mulher frequenta; mas o fato é que, no geral, ainda existem e também estão por trás do sofrimento de quem se separa e não quer passar a ser vista dessa forma, como alguém que não deu certo.

Existe ainda a dificuldade da mãe solteira de seguir sua vida, mantendo suas amizades e o direito a cultivar seus hobbies e diversão. É fato que quando muitas pessoas encontram ainda hoje uma mãe se divertindo ou viajando sem o filho, a pergunta logo é: onde seu filho está? Isso porque o papel do cuidado com a criança está intrinsecamente ligado à mãe, o que certamente não acontece com o pai. A percepção ainda é de que esse papel é totalmente atribuído à mãe.

Apesar desses preconceitos estarem diminuindo com o tempo, com as conquistas femininas de autonomia e liderança no trabalho e em sociedade, esses estigmas ainda são evidentes. E são também um peso a mais em um momento tão crítico e conflitante que é o do rompimento da relação conjugal.

É importante que a mulher se liberte das amarras sociais e entenda que ser separada não significa que algo tenha dado errado em sua vida. A mulher separada, a mãe solteira, todas têm o direito de usufruir de momentos de lazer, independente de terem filho ou não; e devem seguir suas vidas sem o peso desses preconceitos. São conquistas que, certamente, farão o processo da separação e do divórcio ser encarado de forma bem mais salutar.

* Daniel Lacerda é Psicólogo Clínico, colaborador do site Idivorciei (www.idivorciei.com.br), especialista em Saúde Mental.

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Mais dia, menos dia: O divórcio

Claro que ninguém casa pensando em se separar. Duas pessoas decidem morar juntas com a melhor das intenções. A cada novo dia de casados, o casal comemora mais um dia juntos. Em alguns casos, conforme surgem conflitos e desavenças, um vira inimigo do outro até sem perceber.

Um dia alguém, ou ambos acordam para a realidade: que bom seria que fosse um dia a menos juntos. Por mais que se esteja vivendo essa fase de arrependimento, sejamos sinceros: todo mundo fala que casar é lindo, como se fosse um caminho obrigatório na sua trajetória de evolução pessoal.

Porém, tudo começa com o namoro, quando o casal desenvolve uma dinâmica própria de convivência, e ninguém percebe se está dando demais ou cobrando demais, se está deixando a desejar e se quer (e pode) melhorar para que a relação siga leve, de ganha-ganha, feliz, cada um dando o que pode e como consegue, sem cobranças e exigências e todo o peso que transforma um vínculo gostoso em um casamento cansativo que segue para uma separação hostil. 

A Constelação Familiar pode ajudar você a desenvolver um novo olhar com relação a tudo o que foi, como foi, para que esse término seja amigável, respeitoso, honrando uma história juntos. Livre de vinganças e apegos ao passado típicos de uma criança ferida, mas liberando e libertando ambos os envolvidos (como adultos que são) para um novo amor e uma nova jornada, divorciados.

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Luzes, festa e solidão

As luzes estão acesas, a cidade vibrante, nas ruas um certo frenesi, uma
aura de festa e de expectativas instauradas…

É o final de ano, é Natal, são as férias, é a possibilidade de descansar e de viver um pouco mais…

É tempo de se encontrar, de confraternizar, tempo de festejar…

Mas para alguns estes momentos não trazem bons sentimentos, traz exatamente o vazio de estar só, desacompanhado(a), separado(a), e todas estas festividades aumentam o sentimento de solidão.

Todas estas festas nos trazem um desejo nato humano, a busca por estar
em grupo, o desejo de pertencimento.

Uma das maiores buscas do homem é a busca pelo pertencimento, somos seres gregários e, como tal, estar inserido em grupos é também a busca por sobrevivência, ou seja, uma busca existencial.

Já as festividades e confraternizações que realizamos são os ritos de
passagem, de fato, não há uma mudança concreta entre um ano e outro,
mesmo assim, precisamos dessas simbologias para encerrar um ciclo, um
ano e iniciarmos um outro.

A sua capacidade de socialização e de relacionamento interpessoais diz
respeito sobre suas habilidades sociais, mas também sobre sua saúde
mental. Estar em conexão com outros nos traz sentido para vida.

Familiares e bons amigos são, sem dúvida, o que dão sentido ao pertencimento. Então se conecte com as pessoas, confraternize não só agora, mas sempre que tiver a oportunidade.

É tempo de participar, de se juntar, de acolher, tempo de viver, nem que
seja por um tempo, um tempo insuficiente. E que ao menos neste momento, sua solidão esteja distante e você esteja presente, para vida, para alguém.

Literalmente: se doe, como um lindo presente.

Daniel Lacerda
Psicólogo Clínico
Especialista em Saúde Mental

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Amor e Ódio não são Opostos

Amor e ódio não são opostos, porque digamos que o ódio é o lado negativo do amor, mas ele não é o seu oposto. 

Pensa o seguinte, você ama alguém por algum motivo, esta pessoa te faz bem, você não vive sem ela, e etc. 

No ódio, você tem o lado oposto do mesmo sentimento, eu odeio alguém porque este alguém não me faz bem, por algum motivo.

O contrário do amor é a indiferença, porque quando eu amo ou quando eu odeio, eu tenho motivos. 

Na indiferença, a pessoa em questão, pode ser quem ela quiser, fazer o que quiser, eu simplesmente não me importo. 

Se ela me trata bem, se me trata mal, se me traz flores ou dores, isto não tem um impacto relevante em mim, esta pessoa não tem mais este poder de influência em mim. 

Eu não a amo, e portanto, tudo que vêm dela é indiferente para  mim. 

Importante esclarecer isto, pois quando se deixa de fato de amar alguém, você passa a não ter mais conexão com esta pessoa, e portanto ela não faz diferença na sua vida e nos seus sentimentos. 

Amor e ódio não são opostos, já amor e indiferença,  insignificância, irrelevância sim.

Daniel Lacerda  Psicólogo Clínico

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Por que é tão difícil lidar com a separação?

O divórcio normalmente é um processo muito doloroso. E por que será que é tão difícil lidar com este processo? 

Acredito que um dos motivos seja a nossa dificuldade de lidar com perdas, mesmo algo que não é mais positivo, algo que traz sofrimento, temos muita dificuldade de nos desapegarmos, porque criamos vínculos e dependência afetiva e emocional. 

Talvez não seja o sentimento de solidão pela relação ou pela pessoa, mas todo o sentido que aquilo aparentemente trazia. Mesmo terminando uma relação, ao qual não vejo mais sentido, posso me ver numa vida com menos sentido ainda. 

Quado nos desconectamos de alguém, nos separamos, largamos um emprego, mesmo não queremos mais aquela vida, temos dificuldade de enxergar uma nova vida e parar de depender emocionalmente. 

A verdade é que precisamos de novos objetivos, de pessoas que nos ajudem a fazer esta transição, que nos ajudem a reencontrar este sentido da vida. 

Só então podemos perceber e entender que na verdade, aquela relação mesmo não fazendo sentido, às vezes tapava um buraco existencial em nós. 

E quando eu me reencontro comigo, com a minha essência e com pessoas que obviamente podem me ajudar ( família e amigos), começo a conseguir seguir em frente. 

A dor não está necessariamente na separação e na falta do outro, talvez a dor esteja na distração que esta relação me trazia e que me escondia de mim mesmo e dos meus vazios. Portanto, nada pode dar mais sentido e entusiasmo para nós do que nos conectarmos com nós mesmos, pode parecer até filosófico demais, mas na sua essência está a razão da sua existência, e só se conectar com isto.

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Por que é tão difícil lidar com a separação?

Antes de tudo, o processo de separação é um processo de luto, o que demanda realocar sentimentos que outrora eram investidos no parceiro(a).

O ser humano tem dificuldade de lidar com o processo de separação porque também tem muita dificuldade de lidar com perdas.

Isto está ligado ao apego que temos nas coisas e muito mais nas pessoas. Obviamente quando temos sentimento por alguém, amamos ou gostamos, significa que investimos energia. Esta energia que era depositada no parceiro, o simbolismo e o propósito que se perdem e nos fazem ficar mal.

Neste vídeo exploramos estas questões…

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Divórcio: O novo normal

Não. Eu não me divorciei na quarentena. Curiosamente, para o meu casamento, a pandemia nos fez olhar para o que realmente importa: curtir estar junto. Como diria Bert Hellinger, o pai das Constelações Familiares, “fique apenas com o essencial”.

Eu fiquei. E teve stress para lavar a pia abarrotada de louça 3 vezes ao dia nos últimos 7 meses? Claro que teve. E o amor por cozinhar quase morreu. Mas ainda continua vivo.

Acontece que esse tal vírus trouxe à tona uma realidade: separação faz parte da vida. É só mais um capítulo. Mas depois de 15 anos juntos? Jura? Fico feliz de ouvir que um casal se separou e ambos tocaram a vida, cada um a sua, felizes. Faz parte do amor ter um fim. E que bom se esse final consegue sustentar a amizade que restou.

Simplesmente porque a vida só flui quando o amor flui. Quem se prende ao orgulho, à raiva, ao dinheiro e à rivalidade carrega um peso que paralisa tudo. Inclusive amarra a relação seguinte. Se você esteve casada ou casado por 4, 7 ou 11 anos, com certeza foi feliz por alguns anos.

Nunca permaneceria assim se nada de bom tivesse acontecido na vida dos dois. Divórcio é só mais uma fase. E se houve relacionamento abusivo ou tóxico, separação é libertação. Na Constelação, dizemos que depois de um fim, é preciso abrir espaço para o novo vir. Sem espaço, não tem como um novo amor chegar e se instalar. Na separação se vive os mesmos estágios do luto: você está enterrando aquele amor. Precisa de um tempo, redescobrir quem é você sozinha/o, assimilar a perda, descobrir quais os novos planos para a sua vida. O luto também tem começo, meio e fim (aliás, como tudo na vida).

Pós divórcio é preciso desapegar de vez. Vale agradecer por tudo de bom que viveram juntos, sem esquecer que tudo o que foi ruim te deixou mais forte. O exercício do amor é transformar a dor em aprendizado. Com ou sem filhos, superar faz parte. Que venham os próximos relacionamentos e as novas possibilidades.

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